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Manuscritos do Mar Morto - um grande tesouro da humanidade

Os Manuscritos do Mar Morto foram considerados a maior descoberta arqueológica do século XX. Encontrada no final da década de 1940 e durante a década de 1950, nesta coletânea de textos encontramos os mais antigos manuscritos bíblicos conhecidos, pergaminhos que remontam a cerca de 2.000 anos.

Saiba mais sobre os Rolos do Mar Morto, um tesouro da humanidade de imensa importância religiosa e histórica.

Pastores acidentalmente tropeçaram no primeiro conjunto de Manuscritos do Mar Morto

No final de 1946 ou no início de 1947, adolescentes beduínos cuidavam de suas cabras e ovelhas perto do antigo povoado de Qumran, localizado na costa noroeste do Mar Morto, no que hoje é conhecido como Cisjordânia.

Um dos jovens pastores jogou uma pedra em uma abertura no lado de um penhasco e ficou surpreso ao ouvir um som semelhante ao de um jarro quebrando. Ele e seus amigos mais tarde entraram na caverna e encontraram uma coleção de grandes vasos de barro, sete dos quais continham pergaminhos de couro e papiro.

Um negociante de antiguidades comprou o lote, que finalmente acabou nas mãos de vários estudiosos, esses especialistas estimaram que os manuscritos tinham mais de 2.000 anos de idade. Após o anúncio da descoberta, caçadores de tesouros e arqueólogos desenterraram dezenas de milhares de outros fragmentos, encontrados em 10 cavernas próximas; juntos eles formam um conjunto entre 800 e 900 fragmentos de manuscritos.

Rolos do Mar Morto

Alguns dos Manuscritos do Mar Morto foram oferecidos na seção de classificados

Atanásio Yeshue Samuel, um metropolita sírio-ortodoxo de Jerusalém, comprou quatro do originais Manuscritos do Mar Morto de um sapateiro que se envolveu em antiguidades, pagando menos do que 100 dólares.

Quando a guerra árabe-israelense eclodiu em 1948, Samuel viajou para os Estados Unidos e, sem sucesso, ofereceu os manuscritos à várias universidades, incluindo Yale. Finalmente, em 1954, ele colocou um anúncio no Wall Street Journal, na categoria "Itens diversos para Venda", que dizia: "Manuscritos bíblicos que datam de pelo menos 200 a.C estão à venda. Este seria um presente ideal para uma instituição educacional ou religiosa".

O arqueólogo israelense Yigael Yadin, cujo pai tinha obtido outros três manuscritos da coleção inicial, em 1947, negociou secretamente a compra em nome do recém-criado Estado de Israel. Infelizmente para Samuel, grande parte dos 250.000 dólares que ele recebeu, foram parar nas mãos da receita federal americana, porque os documentos de venda não tinham sido preenchidos corretamente.

Ninguém sabe ao certo quem escreveu os Manuscritos do Mar Morto

A origem dos Manuscritos do Mar Morto, que foram escritos entre 150 a.C e 70 d.C, continua a ser objeto de debate acadêmico até hoje.

De acordo com a teoria dominante, eles são o trabalho de uma população judia que habitava Qumran até que as tropas romanas destruíram o assentamento, em cerca de 70 d.C. Pensa-se que esses judeus pertenciam a uma seita devota, ascética e comunitária chamada de os essênios, um dos quatro distintos grupos judaicos que viviam na Judéia, antes e durante a ocupação romana.

Os defensores desta hipótese apontam para as semelhanças entre as tradições descritas na Regra da Comunidade, encontrada em um dos manuscritos, e os escritos do historiador Flávio Josefo sobre os rituais essênios. Evidências arqueológicas encontradas em Qumran, incluindo as ruínas de banhos rituais judaicos, também sugerem que o sítio já foi o lar de judeus devotos.

Alguns estudiosos creditam a outros grupos a produção dos manuscritos, incluindo cristãos e judeus de Jerusalém que passaram por Qumran, enquanto fugiam dos romanos.


Quase toda a Bíblia Hebraica está representada nos Rolos do Mar Morto

Os Manuscritos do Mar Morto incluem fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento, com exceção do livro de Ester. Os estudiosos especulam que os fragmentos desse livro em falta, que narra a história da rainha judia homônima da Pérsia, ou se desintegraram ao longo do tempo ou ainda não foram descobertos.

Outros propuseram que Ester não fazia parte do cânon dos essênios porque a seita não celebrava o Purim, um feriado festivo baseado no livro. O único livro completo da Bíblia Hebraica preservado entre os manuscritos de Qumran é o de Isaías; esta cópia, datada do século I a.C, é considerada o mais antigo manuscrito do Antigo Testamento ainda em existência.

Junto com os textos bíblicos, os pergaminhos incluem documentos sobre regulamentos sectários, como a Regra da Comunidade e outros escritos religiosos que não aparecem no Velho Testamento.

Pergaminhos do Mar Morto

O hebraico não é a única língua dos Manuscritos do Mar Morto

A maioria dos Manuscritos do Mar Morto estão em hebraico, com alguns fragmentos escritos no antigo alfabeto paleo-hebraico, que segundo os estudiosos, caiu em desuso no século V a.C. Outros estão em aramaico, a língua falada por muitos judeus, incluindo, provavelmente, Jesus, entre o século VI a.C e o cerco de Jerusalém em 70 d.C.

Além disso, vários textos apresentam traduções da Bíblia hebraica para o grego, idioma que alguns judeus usavam em vez de ou além do hebraico no momento da criação dos rolos.


Entre os Rolos do Mar Morto existe um mapa de tesouros escondidos

Um dos mais intrigantes manuscritos de Qumran é o Rolo de Cobre, uma espécie de mapa do tesouro antigo que lista dezenas de esconderijos de ouro e prata. Enquanto os outros textos são escritos com tinta em pergaminhos de papiro ou de peles de animais, este curioso documento apresenta letras hebraicas e gregas esculpidas em folhas de metal, talvez, como alguns teorizam, para melhor resistir à passagem do tempo.

Usando um vocabulário ortográfico não convencional e ímpar, o Rolo de Cobre descreve 64 esconderijos subterrâneos em torno de Israel, que supostamente contêm inestimáveis tesouros.

Nenhuma dessas riquezas foram recuperadas, possivelmente porque os romanos pilharam a Judéia durante o primeiro século d.C. De acordo com várias hipóteses, o tesouro pertencia aos essênios locais, que foram expulsos do Segundo Templo, antes da sua destruição; outros afirmam que os supostos tesouros, simplesmente nunca existiram.

manuscritos do mar morto

Os Pergaminhos do Mar Morto contam histórias não encontradas na Bíblia

Os Pergaminhos do Mar Morto revelaram histórias anteriormente desconhecidas sobre figuras bíblicas como Enoque, Abraão e Noé. A história de Abraão inclui uma explicação sobre o motivo de Deus pedir o sacrifício de Isaque.

As últimas palavras de José, Judá, Levi, Naftali e Anrão (o pai de Moisés) estão descritas nos Rolos do Mar Morto. Nos Manuscritos foram encontrados salmos nunca antes vistos, atribuídos ao rei Davi e a Josué.

Profecias de Ezequiel, Jeremias e Daniel não encontradas na Bíblia estão escritas nos Manuscritos do Mar Morto.

Os Pergaminhos do Mar Morto e Jesus Cristo

Os Rolos do Mar Morto aprimoraram nosso conhecimento do judaísmo e do cristianismo. Eles representam uma forma não-rabínica do judaísmo e fornecem uma riqueza de material comparativo para os estudiosos do Novo Testamento.

Nos Rolos existem muitos paralelos importantes sobre o movimento iniciado por Jesus. Eles mostram que o cristianismo está enraizado no judaísmo e tem sido chamados de o ‘vínculo evolutivo entre os dois.’

Contudo, embora a comunidade de Qumran existisse durante o tempo do ministério de Jesus, nenhum dos rolos se refere a Ele, tampouco mencionam qualquer um  dos seguidores de Jesus descritos no Novo Testamento.

Um comentário:

  1. Não há nem vai haver um texto sobre alguém que nunca existiu ... Os únicos textos que existem da época de Jesus que citam a pessoa dele são comprovadamente falsos, pra começar as frases que o citam foram tão mal inseridos nos textos, que o texto perde completamente o sentido sem pé nem cabeça e é claro no meio da idade média de forma alguma iria passar pela cabeça dos copistas que a ciência hoje sabia quando um texto foi ou não escrito analisando o espectro de cada componente da tinta dizendo assim o ano que ela era usada ...

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