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Batalha da Grã-Bretanha - A Inglaterra na mira de Hitler

A Batalha da Grã-Bretanha (alemão: Luftschlacht um England, literalmente "batalha aérea pela Inglaterra") foi uma campanha militar da Segunda Guerra Mundial, na qual a RAF, (Força Aérea Real) defendeu o Reino Unido contra a grande ofensiva da poderosa Luftwaffe alemã.


As origens da Batalha da Grã-Bretanha

A Batalha da Grã-Bretanha tem suas raízes no colapso dramático e inesperado da frente aliada na Europa Ocidental entre maio e junho de 1940. A rendição francesa em 22 de junho deixou o Império Britânico lutando sozinho contra a Alemanha e levantou a perspectiva de uma invasão nazista.

Apesar da vitória esmagadora na França, Hitler tinha dúvidas sobre o sucesso de uma invasão às ilhas britânicas. Havia riscos óbvios em uma operação de desembarque através do canal, mesmo que a superioridade aérea alemã fosse conquistada. Os conselheiros navais de Hitler o alertaram de que a Kriegsmarine (marinha alemã) seria incapaz de impedir a intervenção da poderosa frota britânica.

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A cúpula da Catedral de São Paulo destaca-se entre as chamas e a fumaça dos prédios vizinhos, durante os ataques  ​​da Luftwaffe, em 29 de dezembro de 1940,  Londres, Inglaterra.

Para Hitler, havia outro alvo mais importante no leste. Ele queria atacar a União Soviética o mais cedo possível, sugerindo essa ação aos seus comandantes já em 29 de julho de 1940; Hitler argumentava que a rápida derrota do colosso soviético minaria a confiança dos britânicos.

Embora a maior parte da Força Expedicionária Britânica (BEF) tenha sido, quase que milagrosamente, resgatada de Dunquerque, uma enorme quantidade de veículos, armas e equipamentos ficaram nas praias da França a mercê dos nazistas. As tropas disponíveis para defender a Grã-Bretanha estavam fracas e despreparadas, com apenas seis divisões prontas para o combate.

Para alguns na Grã-Bretanha, a terrível situação parecia exigir o fim do conflito nos melhores termos possíveis. Adolf Hitler contava tanto com isso que em julho de 1940, ele ofereceu a paz aos britânicos, na tentativa de encontrar uma solução diplomática para o conflito.

Entretanto, o primeiro-ministro Winston Churchill e a maior parte de seu gabinete recusaram a oferta: a Grã-Bretanha lutaria. Esse desafio, os britânicos sabiam, fatalmente instigaria os alemães a atacar a Inglaterra.


Se a longa história da nossa ilha enfim acabar, deixem que acabe apenas quando cada um de nós estiver caído e sufocado em seu próprio sangue - Winston Churchill


Hitler planeja a invasão da Grã-Bretanha

Surpreso com a recusa inglesa, em 16 de julho de 1940 Hitler emitiu a Diretiva 16, que autorizava os preparativos para uma operação de desembarque na Grã-Bretanha, com o codinome Operação Leão Marinho. Hitler afirmou: "O objetivo desta operação é eliminar a pátria inglesa como uma base a partir da qual a guerra contra a Alemanha possa ser continuada e, se isso se tornar inevitável, ocupá-la em toda a sua extensão".

Inicialmente, a Diretiva 16 previa um desmbarque ao longo da costa sul da Inglaterra, de Lyme Regis em Dorset até Ramsgate, em Kent. A marinha alemã conteria a Marinha Real no Mar do Norte e no Mediterrâneo, e vasculharia o Canal da Mancha para neutralizar as minas marinhas.

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O Primeiro-ministro britânico Winston Churchill inspeciona soldados da Grenadier Guards em posição de sentido, na frente das unidades blindadas Universal Carrier, em julho de 1940.

O mais importante, a liderança militar alemã concordou que, antes da invasão, a Luftwaffe deveria derrotar a RAF, impossibilitando os ingleses de atacar as forças alemãs pelo ar, enquanto elas estivessem sendo transportadas pelo Canal.

Os alemães planejaram iniciar o ataque aéreo em 5 de agosto de 1940, contudo, eles não estabeleceram nenhuma data específica para a invasão, pois ela dependia do sucesso da batalha aérea. No entanto, Hitler queria que tudo estive concluído até meados de agosto.

Como os nazistas agora controlavam todo o litoral do Mar do Norte e da França, a Luftwaffe estava a uma curta distância da maior parte do território britânico. Hermann Goering, comandante da Luftwaffe, elaborou planos para destruir o Centro de Comando de Batalha da RAF em apenas quatro dias.

Outros preparativos para a invasão incluíam localizar todas as embarcações marítimas e fluviais disponíveis na Alemanha e treinar as tropas para o desembarque anfíbio. Os nazistas também detalharam como seriam organizadas as autoridades alemãs na Grã-Bretanha ocupada.

Entre outras diretrizes, eles planejavam prender todas as pessoas-chave que pudessem representar uma ameaça para o seu regime. O "Livro Negro" das SS continha uma lista de alvos, incluindo Churchill e outros líderes políticos e também escritores e jornalistas como Noel Coward, H.G Wells e E.M Forster.

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Hermann Göring na França em 1941. Göring era o comandante em chefe da Luftwaffe durante a Batalha da Grã-Bretanha, a primeira grande campanha a ser totalmente travada entre forças aéreas.

Enquanto os alemães saboreavam a vitória sobre a França e ajustavam os detalhes para a invasão, a RAF preparava-se para a Batalha da Grã-Bretanha, sabendo que garantir a soberania dos céus ingleses era garantir a liberdade do povo britânico.

Em breve, teremos mais um capítulo dessa epopeia!


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