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Napoleão Bonaparte em 10 deliciosas curiosidades

Considerado por muitos como um dos maiores líderes militares que o mundo já viu, Napoleão Bonaparte (1769-1821) governou a França e grande parte da Europa de 1804 e 1815. Inúmeros livros foram escritos sobre o seu gênio militar, ascensão ao poder, reformas, campanhas militares e até mesmo sobre a sua vida amorosa.

Apesar disso, alguns fatos fascinantes da vida deste homem são relativamente pouco conhecidos. Listados abaixo estão 10 curiosidades  que você talvez desconheça sobre Napoleão Bonaparte.

napoleão


1 - Napoleão Bonaparte teve uma formação militar formal

Napoleão Bonaparte nasceu em 1769 em uma família da nobreza menor, na Córsega - uma grande  ilha ao largo da costa da Itália - que um ano depois se tornou parte do território francês. Seus pais tinham dinheiro o suficiente para enviá-lo  para estudar na França.

Na adolescência, Napoleão frequentou a prestigiada École Militaire em Paris, onde acabou se formando em 42º lugar em uma turma de 58 alunos. No entanto, ele ganhou a distinção de ser o primeiro corso a se formar na École Militaire. Aos 16 anos, Napoleão tornou-se oficial no exército francês.


2 - Napoleão Bonaparte proibiu que os porcos levassem seu nome

Essa é a curiosidade mais engraçada da nossa lista: no primeiro ano do seu reinado, Napoleão introduziu o código civil francês ou o código de Napoleão, que foi  adotado por praticamente toda a Europa. Além de introduzir leis altamente progressivas, Napoleão também criou uma lei um tanto quanto estranha, segundo a qual, é ilegal “batizar” um porco com o nome dele. Curiosamente, a lei nunca foi abandonada e, portanto, os proprietários de suínos franceses ainda estão arriscados à sanções legais, caso coloquem o nome Napoleão em um de seus animais.


3 - O exército de Napoleão descobriu a Pedra de Roseta

napoleão bonaparte

Napoleão é sempre lembrado por sua proeza política e militar, contudo, ele também se considerava um cientista, sendo eleito membro do Instituto Nacional, a principal sociedade científica da França pós-revolucionária, em 1797.

Na sua expedição para conquistar o Egito e assim cortar a rota comercial da Grã-Bretanha, além das tropas, Napoleão levou uma equipe de estudo de 150 membros, formada por cientistas, engenheiros e eruditos, para pesquisar a topografia, o meio ambiente, a cultura e a história do Egito.

Essa equipe produziu a obra Description de l'Égypte em 23 volumes, que apresentou estudos sem precedentes do país, mas talvez o maior achado de Napoleão tenha sido a Pedra de Roseta.

O Capitão Pierre François-Xavier Bouchard encontrou a estela durante a demolição de uma muralha antiga na cidade de Roseta. Ele imediatamente reconheceu o potencial da descoberta e a enviou para o Cairo. Escrita em hieróglifos, demótico, e grego; a pedra  de Roseta foi essencial para se decifrar os escritos do Antigo Egito.


4 - Napoleão Bonaparte foi uma das primeiras vítimas dos tabloides ingleses

Enquanto na expedição militar no Egito em 1798, Napoleão foi informado sobre o caso de sua amada esposa Josefina com o tenente hussardo Hipólito Carlos. Não é preciso dizer que ele ficou furioso. Napoleão escreveu a seu irmão José, revelando como seus sentimentos por Josefina mudaram devido à infidelidade dela. A carta, de alguma forma foi parar nas mãos de alguns tabloides britânicos e logo, Napoleão teve sua vida amorosa revelada por toda a Europa.


5 - Napoleão Bonaparte tentou o suicídio

Após uma campanha desastrosa na Rússia e as pressões da Sexta Coalizão, Napoleão foi forçado a abdicar como parte do Tratado de Fontainebleau em 11 de abril de 1814. Embora ele tenha sido condenado a viver uma vida confortável como soberano da ilha de Elba, a primeira reação de Napoleão ao seu exílio foi uma tentativa de suicídio, enquanto ele ainda estava em Fontainebleau.

Napoleão carregava uma pílula de veneno desde o fracasso na Rússia e finalmente a ingeriu no dia 12 de abril de 1814. O veneno, contudo, deve ter perdido a potência com o tempo; Napoleão ficou  doente ao extremo, mas não morreu.

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6 - A Napoleão é creditada a frase “ uma imagem vale mais do que mil palavras”

Uma das expressões mais populares do mundo “uma imagem vale mais do que mil palavras” é muitas vezes creditada a Napoleão. No entanto, é importante notar que essas não foram as palavras exatas do general francês. Em vez disso, ele disse: “Un bon croquis vaut mieux qu'un longas discours” que se traduz em “Um bom esboço é melhor do que um longo discurso”.

O significado é praticamente o mesmo, mas diferente o suficiente para a suposta autoria de Napoleão da famosa frase ser contestada. De acordo com alguns, ela é um provérbio chinês, enquanto outros atribuem a autoria a Fred R. Barnard.

 

7 - Napoleão Bonaparte foi ridicularizado por seu sotaque corso

Agora eis uma curiosidade linguística:  antes de se tornar o homem mais poderoso da Europa, Napoleão foi provocado por seus colegas da Academia Militar Francesa, da qual ele participou de 1779 a 1784. Napoleão nasceu na ilha da Córsega, em uma família de ascendência italiana, portanto, ele tinha um sotaque distinto, diferente dos acentos dos seus colegas da academia. Ao longo dos anos, o sotaque de Napoleão tornou-se menos evidente, mas ele falou francês com um sotaque da Córsega por toda a sua vida.


8 - Napoleão Bonaparte escreveu um romance

Napoleão era um homem de muitos talentos. Além de ser um brilhante  líder militar, estadista, legislador e reformador, ele também era escritor - ele escreveu um romance intitulado Clisson et Eugenie. No entanto,  esse romance foi montado a partir de vários rascunhos e publicado apenas em 2008. Napoleão escreveu o romance, inspirado no seu relacionamento fracassado com a futura rainha da Suécia  Desidéria Clary, quando ele tinha apenas 26 anos de idade.


9 - Napoleão detestava vestidos pretos

De acordo com Pons de l'Hérault, que controloava as minas de ferro em Elba, onde Napoleão passou o seu primeiro exílio, Napoleão tinha uma "antipatia profunda" para com os vestidos pretos. Quando a esposa de Pons compareceu vestida de luto em um jantar, Napoleão "tornou-se sisudo e não se animou por só um momento, enquanto ela permaneceu na mesa.

O secretário particular de Napoleão, Bourrienne, também observou que Napoleão "detestava vestidos coloridos e em especial, odiava os escuros”.


10 - Napoleão Bonaparte pregava a tolerância religiosa

Quando criança, Napoleão foi batizado como católico, mas seus escritos indicam que ele começou a questionar o catolicismo e a existência de qualquer deus - no início de sua vida adulta. Porém, mesmo não tendo uma fé pessoal forte, Napoleão admirava o poder tático da religião organizada.

Após a sua ascensão inicial ao poder na França, ele começou a restabelecer a Igreja Católica, que foi quase desmantelada durante a Revolução Francesa . Ao fazê-lo, no entanto, Napoleão reconhecia o catolicismo apenas como "a religião da grande maioria dos cidadãos franceses" e pôs a Igreja sob a autoridade do Estado.

Como imperador, Napoleão emancipou os judeus em áreas da Europa sob seu controle, insistindo que eles pudessem possuir propriedades e adorar livremente (uma proclamação que lhe valeu a condenação como o "Anticristo e o Inimigo de Deus" pela Igreja Ortodoxa Russa). É claro que tal ato não era motivado por pura benevolência, mas porque Napoleão acreditava que a liberdade religiosa atrairia populações judaicas para os territórios controlados pela França.

Durante a expedição egípcia, alguns estudiosos acreditam que Napoleão ficou particularmente fascinado por Maomé e a religião muçulmana. Contudo, isso também era puro oportunismo, pois ele escreveu certa vez: "Não sou nada. No Egito, eu era muçulmano, aqui eu serei católico".

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